Sem título

Da geometria institucional matematicalizada

Nas manhãs de ensino
Iam círculos, triângulos, quadrados

Todos em certo sentido se completavam

A geometria da vida me deixa pasmo

Como todas as linhas não se completam de fato

A flor espreguiça cheia de vida para o sol
Ao lado de um bueiro

Por que deixar aquele espaço incompleto?

Porque tudo na rotina dos zés, marias, jãos e teresas
São como as quantas gotas pingam por minuto se caem a uma velocidade média de pouco a pouco por segundo

Planta-se uma árvore, cai um doente
Aumenta o imposto, diminui o arroz no prato

E o feijão

E o litro do leite?

A geometria da vida é ilógica

Queria ñ ter conhecido a beleza da completude das formas

Pra concluir o que tanto nos falta.

 

Escrevi esse poema muito singelo no ônibus, pensando em como as coisas nos chegam pela metade, os benefícios nunca funcionam de modo efetivo – tudo é muito provisório, tudo funciona mal. Seja no serviço público ou privado, acabamos nos acostumando a passar por coisas desnecessárias. Um exemplo muito banal é o caso da cestinha do supermercado, aqui em Rio Grande se chama BIG o super da rede Wallmart. Você chega ali e as cestinhas nunca estão disponíveis, você tem que sair catando-as pelo estabelecimento afora. Nos acostumamos a mofar em filas, porque “no Brasil é assim mesmo”. Complicado.

Perdão pela formatação muito ruim, o wordpress não me deixa controlar o espaço entre linhas (ou eu não descobri como fazer isso mesmo), a versão “original” tem outra cadência.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s