Na cabeceira e outros updates

Um blog não sobrevive de ar, não é mesmo?

Perdi um pouco da vontade de escrever, seja sobre livros ou sobre outra coisa, mas isso deve ser apenas uma fase. Já faz muito tempo desde a minha última postagem sobre as crônicas do Drummond e tem muita coisa que veio depois também.

Vejamos o que veio depois disso:

– Mais um livro de crônicas do Drummond, O poder ultrajovem (cinco estrelas, para variar…)

As ilusões do pós-modernismo, do Terry Eagleton. Gostei bastante. O Eagleton parece ter a noção do momento em que nos encontramos, tão escorregadio e diferente.

Trilha na memória, de J.K. Dornelles. Primeiro livro de poemas de Jonas Dornelles, de Porto Alegre. Eu gostei bastante, os poemas são muito bem construídos e conseguem colocar o século XXI no contexto sem ser algo  artificial. É uma poesia do nosso tempo e com profundidade.

O pai Goriot, Honoré de Balzac. Eu já havia lido alguma coisa do Balzac, mas não um romance. A comédia humana é algo muito louco, não tem como acompanhar o tanto que esse homem escreveu. O próximo passo é ler Ilusões perdidas e já me dou por satisfeita.

O duplo, Dostoiévski. Bem, teve uma época em que li um monte de coisa do Dosto. Mas daí, acho que enjoei um pouquinho, descobri outros autores russos maravilhosos – como o Tchekov e o Leskov, além de ficar mais nas leituras obrigatórias para dissertação e afins. Gostei do romance, embora siga o mesmo ritmo frenético e confuso de outros livros. Valeu a pena. PS: acho que o meu preferido dele, pasmem!, é o Memórias da casa dos mortos.

No momento, estou lendo A clockwork orange, do Anthony Burgess (sim, em inglês! tá sendo o horror identificar o idioma criado pelo autor – nadsat, ligação com o russo, equivalente do sufixo ‘-teen’ – e as palavras desconhecidas em inglês! mas não é impossível, consultei o glossário na Internet e vi que consegui ‘adivinhar’ muitos dos significados!) e, nos momentos de pausa, uns poemas de Álvaro de Campos, porque ninguém é de ferro, né? O Proust anda parado, outra hora retomo O caminho de Guermantes.

IMG_2003[1]

A edição da Penguin Books para A clockwork orange tá mais do que afu! Moloko neles!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s