Por onde anda a flor?

O post de hoje é só para mostrar por onde a bonequinha Flor está passeando. Após o término de O resto é silêncio, o livro eleito para sair da estante é No caminho de Swann, de Marcel Proust, o primeiro dos sete volumes do classiquésimo Em busca do tempo perdido.

A vontade de ler esse livro completo partiu da infinidade de referências que ele te proporciona ao longo da tua carreira acadêmica. Em algum ponto da minha dissertação eu faço uma analogia com a cena da madeleine, presente nesse livro, mas a qual eu só li uma vez, há um baita tempo, e, mesmo assim, não havia acabado de ler toda a história.

Depois da primeira tentativa frustrada de caminhar No caminho de Swann, encontrei uma edição de “Um amor de Swann,” pela editora L&PM. Acontece que isso aí é o penúltimo capítulo do referido livro. Ele pode ser lido de modo independente e acho que é a melhor parte, inclusive.

Finalmente vou reler “Um amor de Swann”, agora em sua função de capítulo e mais munida de bagagem para entender Proust – nesse primeiro momento (precisa de muitooo caminho andado para abstrair, penso).

Não vou mentir, não é o livro mais prazeroso que estou lendo. Isso porque o Proust adora começar uma frase, subordinar vinte e sete vezes, para só então terminar. Isso cansa um pouco. Mas tem umas passagens tão bonitas que acaba valendo o esforço de dedicar extrema atenção para essa leitura.

Eu já tenho uma noção de como termina No caminho de Swann, mas prefiro fazer uma review completa e cheia de citações legais quando terminá-lo.

O último capítulo, “Nomes de terras: o nome”, parece retomar os devaneios de Marcel acerca de seus ‘quartos’, que remontam a seus momentos de insônia. Começa assim:

“Dentre os quartos cuja imagem eu mais seguidamente evocava em minhas noites de insônia, nenhum se parecia menos com os quartos de Combray, polvilhados de uma atmosfera granulosa, polinizada, comestível e devota, do que o do Grande Hotel da Praia, em Balbec, cujas paredes esmaltadas continham, como as de uma piscina onde a água azuleja, um ar puro, azul e salino.” (p. 458)

A Flor tá amando Proust. O lápis e o post it é para não deixar passar nenhuma parte muito legal. Tô usando bastante, é bem bonito :)

A Flor tá amando Proust. O lápis e o post it é para não deixar passar nenhuma parte muito legal. Tô usando bastante, é bem bonito 🙂

Desligo!

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