Desafio literário do Tigre – embolou o meio de campo

Em janeiro desse ano (2014) aceitei o Desafio literário do Tigre, do blog Elvis Costello gritou meu nome, da Tati Lopatiuk.

Estava tudo indo muito bem quando…

Em fevereiro, escolhi um livro pela capa, Lolita, do Nabokov. Acontece que aquele Humbert Humbert começou a me ‘dar nos nervos’ com todo aquele assanhamento pra cima de uma garota de 12 anos. Deixei de lado, um pouco, assisti o filme (ali pelo menos a menina é um pouco mais adolescente e menos criança) e dei a história por meio encerrada.

Daí – olha que maluco – eu assisti Capote, pouco depois da morte do Philip Seymour Hoffman (que por sinal tá FO-DA) e achei do caralho. Não sabia, no entanto, que iria me apaixonar tanto pelo livro.

In cold blood não é um relato pesado e detalhado das investigações e depoimentos do pessoal lá de Kansas City. Truman Capote reuniu uma série de informações – seis anos pra terminar o livro, daí cê imagina – e com isso, fez uma narrativa não-ficcional coi’mailinda desse mundo. Curti mesmo o troço, achei excelente. Five stars.

Bem, explicar a história do livro é meio nonsense – Truman Capote narra o real assassinato da família Clutter em 1959 – isso é meio que conhecimento geral sobre In cold blood.

Ok, entre uma gama de informações sobre as vítimas, depoimentos de moradores do pequeno povoado, tudo isso muito bem articulado, o que fica muito evidente mesmo é a diferença entre os dois assassinos, Hickock e Perry Smith. Os dois não possuíam uma vida abastada, pelo contrário. Mas podemos perceber o quanto Perry Smith sofreu abusos durante a infância. Tudo no nível psicológico, mesmo. Já Hickock, sempre contou com o apoio da família, na qual fazia de tudo para prover uma vida razoável para seus filhos, entretanto, isso parece não ter feito diferença.

Fica claro que para Hickock a maldade é algo gratuito enquanto para Perry é um resultado do meio hostil em que foi criado.

Assim, meu livro pela capa, desafio de fevereiro, virou desafio de março, ‘Filme ou livro?’

Se serve de consolo, a capa dessa edição da Penguin é linda também! 😀

A capa ajudou!

A capa ajudou!

Não sei o que vou fazer agora! Talvez termine o Lolita (que cai no mesmo dilema do filme etc), mas certamente vou guardar um tempinho para o Laranja mecânica, que já tô protelando há horas.

Anúncios

3 pensamentos sobre “Desafio literário do Tigre – embolou o meio de campo

  1. Também estou no #DLDoTigre e meu meio de campo embolou também, mas porque atrasei fevereiro… rsrs fiquei doente e aí já viu. Agora tô com fevereiro e março esperando serem lidos e postados. Vamos ver no que vai dar. Mas eu gostei do seu esquema, um mês virou o outro e vamo que vamo! rsrs

  2. Li “A sangue frio” há alguns anos, quando ainda estava no colégio. É um livro muito interessante, porque a gente acaba se afeiçoando pelo relato que ele faz e começa a sentir pena do assassino, algo impensável em um primeiro momento…

    Sobre o mês de março do Desafio, ainda não sei direito o que vou ler. Queria me jogar no “Clube da Luta”, mas, pra variar, a Vanguarda só consegue por encomenda. Daí acho que vou retomar o “Laranja Mecânica” que tenho aqui, isso se eu conseguir conservá-lo até o final, já que é uma edição de 1972 bem velhinha.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s