Hoje é dia de Poe…

…dia de contar há quantos anos não temos mais Edgar Allan Poe de corpo presente nesse mundo: 164. (e o Google nem para fazer um doodle legal, infames!)

O escritor foi o grande mestre dos contos detetivescos, inspirando Arthur Conan Doyle e todos os envolvidos nesse gênero específico (e muito comumente depreciado) a continuar tecendo narrativas cheias de mistério, terror, absurdo e o fantástico.

O primeiro conto do Poe que lembro ter lido foi “A carta roubada.” Para quem estava acostumada aos romances policiais forenses da Patricia Cornwell, aquilo era muito… parado. Entretanto, não dá para sair julgando um autor ou livro apenas por essa primeira impressão (alguns conseguem nos fisgar de primeira, mas quando se trata de leitura, tudo depende – bastante – do leitor).

O segundo conto, pela edição da L&PM intitulada A carta roubada e outras histórias de crime e mistério, é “Metzengerstein”. Daí a coisa muda de figura, para um campo muito interessante da literatura chamado de “fantástico”. Em seguida,”Berenice” e “Ligéia”, narrativas cujas figuras femininas são emblemáticas e estão enfermas, mortas, ou os dois.

Dos outros seis contos dessa reunião da L&PM, alguns foram muito marcantes: “William Wilson”, “A máscara da morte rubra” e “O poço e o pêndulo.”

O resultado disso tudo foi uma paixão desenfreada pelo modo como Poe configura suas personagens e narrativas. Outros contos vieram comprovar esse amor: “O gato preto”, “O coração revelador”, “Assassinatos na Rua Morgue”, “O demônio da perversidade” e tantos outros.

Contudo, foi na graduação que pude ter um contato mais profundo com a obra do autor. Descobri que, além de contista ele era poeta e foi um grande ensaísta, preocupado com a literatura em suas questões teóricas e defendia a escrita como profissão.

Além disso, seu conhecidíssimo ensaio “The philosophy of composition” aborda aspectos do ofício de escritor tendo como exemplo o clássico “The Raven” – não é dos meus favoritos do Poe, mas ainda assim, é um belo poema.

Edgar Allan Poe “plantou a sementinha” do Simbolismo quando realçou a importância da musicalidade no poema, a sugestão no lugar da explicação. Enfim, um ganho e tanto para a literatura universal.

Baudelaire ficou tão impressionado com a obra de Poe que tomou a decisão de traduzi-la, tornando-o tão famoso na Europa  que ultrapassou seu reconhecimento nos EUA.

Por isso, comemoramos os 164 sem Poe, mas com sua obra incrível e imortal.

Contos da edição de A carta roubada… da L&PM Editores:

1- A carta roubada

2- Metzengerstein

3- Berenice

4- Ligéia

5- A queda da Casa de Usher

6- William Wilson

7- O retrato ovalado

8- A máscara da Morte Rubra

9- O barril de amontillado

10- O poço e o pêndulo

164 anos sem Edgar Allan Poe

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