A vida que só se suporta em verso

A náusea é o estágio áureo do nojo
É espessa, branquicenta e engasga a boca
Do meu estômago
Nada me ofereceram além de nojo
A gosma escura e dura
Que, na formosura de estragar meu rosto
Entristece e deforma
Que de grande, virou náusea sagrada
Eu tenho medo da vida triste
Do tom da náusea incessante.

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