Uma chance para “Cordilheira”

Quando o sujeito ingressa em algum programa de pós graduação SEM um projeto em vista (my case) ele entra (entrei) em um desespero indizível relativo ao assunto da dissertação. Catando ideias possíveis que não beirassem a incompetência ou a impossibilidade de realização, elegi o Galera “meu autor”. Enfim, eu tenho ressalvas quanto aos contos dele, por exemplo. Prefiro acreditar que meu olhar de leitora crítica está muito aguçado ou míope mesmo e não enxergo nada do que ele quer dizer. Dos romances, li dois (dos três publicados): Até o dia em que o cão morreu e Mãos de Cavalo. O segundo é especialmente melhor do que o primeiro citado pois inova em questões literárias (parte que eu curto mesmo). Contar história é “fácil”, difícil é se destacar na literatura contemporânea sem ser babaca. Mas isso é outro assunto. Os personagens são bem irritantes, provocativos sim, mas eu não tomaria uma cerveja com nenhum dos dois.

Bom, como mencionei, ele escreveu três romances. O terceiro e mais recente, Cordilheira, foi lançado em 2008 pela Companhia das Letras (chiquésimo). Eleito o melhor romance de 2008 pela Fundação Biblioteca Nacional e tendo um bom histórico no meu conceito de leitora, Cordilheira tinha tudo para me levar facilmente para dentro de seu universo. Não fosse…

Romance por encomenda. Série “Amores expressos” proposta pela editora, que levaria (porque acabou não levando todos!) 16 autores a lugares diversos e lá as criaturas deveriam escrever as histórias. Primeiro: o cara quando é bom escreve em qualquer lugar. E romance por encomenda não me agrada…

MAS!

Hoje estou disposta a começar a ler esse romance. Talvez baixando as expectativas (tentei ler há alguns meses e não curti muito essa coisa de a-jornalista-que-quer-ter-filhos-e-tal-tal-tal mas vou dar uma chance, vou!) eu consiga embarcar e gostar dessa aventura.

No fim das contas: mais uma contribuição tosca da minha parte!

Isso indica que…

Depois de terminada a leitura (se chegar até lá… bem otimista!) voltarei para fazer a review.

Tchal!

o/

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2 pensamentos sobre “Uma chance para “Cordilheira”

  1. Fica com esses preconceitos aí… hehehe No passado vários escritores escreviam por encomenda, tá certo que eles não viajavam (via de regra) para escrever, mas isso não é demérito.
    Escreve duma vez essa review aí que eu quero saber do que se trata 😛

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