Identidade, culpa e perda- Mãos de cavalo

Quisera eu ter a certeza de quais caminhos tomei a partir de um ponto na minha infância e adolescência. Mãos de cavalo é um relato minucioso da relação de identidade que uma pessoa se propõe…já nem uso mais o termo “busca de identidade”, pois se alguém almeja em realmente encontrá-la, vive no mais ilusório dos mundos. Como buscar algo em constante movimento? Plantado, sim, em algum momento passado, mas jamais, imutável.

A descrição de situações, da ambientação, de certos costumes é minuciosa, necessária e contribui demais com a forma que Daniel Galera se propõe a narrar: memória -> fragmentada. Fragmentada tanto no passado quanto no presente também, quando o personagem principal está partindo para sua aventura, aos 30 anos de idade, e rememora tempos relacionados aos narrados em outro capítulo, outra perspectiva. Não é necessário entender esse entrelaçamento que o autor faz antes que se possa penetrar na trama. De início, não se pode afirmar ao certo qual é a moral de tudo, com o passar das páginas, as palavras vão se justificando e dando um sentido maior ao que parece um simples relato da trajetória da vida de um homem.

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