tudo ou nada

Um dia, acordou de fato. Descobriu-se vivendo às avessas. Chorava sim, mas as motivações eram bem diferentes das imaginadas primeiramente. Um alívio? Um medo. Não sabia mais medir a felicidade, como se isso fosse possível. Só em sua mente, talvez. O caso é que tudo estava distorcido. Talvez sorrisse demais mediante obstáculos. E franzisse a testa diante de coisas bonitas. Um medo. De que o sorriso quebrasse e a beleza esvaísse. Estranho que, quando somos muito novos, pensamos que nada pode nos deter. Vencer o mundo, é pensar em vencê-lo. Quando a vida nos prepara algumas de suas armadilhas, pensamos que qualquer mínima pedra pode nos derrubar. O mundo é o monstro que nos consome e nos abate.

Não há nada de ruim nas constatações e na realidade. Não são belos, são reais. E isso, talvez, seja o bastante.

Fico tantas horas tentando encontrar palavras… agora tudo o que eu queria é que elas me encontrassem e apontassem uma direção. Queria poder ter um momento de filosofia profunda que não me desse todas as respostas, mas me trouxesse paz. Como falo isso em todos os lugares! Eu pronuncio. P-A-Z. Nada de bandeirinha branca. É algo que eu imagino ser, uma tranquilidade. Não a ilusão de que tudo será sempre estável. Apenas um sentimento de que se está preparado para tudo o que está por vir. Uma força, uma forma.

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